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PARABÉNS MULHER, VOCÊ MERECE A LUTA!



Apesar da maior participação da mulher no emprego formal, salários são de 25% a 30% menores e ainda há preconceitos.

Ao longo dos séculos, a mulher vem conquistando seu real lugar na sociedade e mostrando que frágeis sim eram os costumes e leis primitivos que as mantinham em segundo plano. Mais ainda temos muito a conquistar, principalmente o respeito alheio.

Dilma Rousseff, Ângela Merkel, Cristina Kirchner, Margaret Thatcher, isso sem falar em outras figuras históricas de todos os campos do conhecimento, como Chiquinha Gonzaga, Cora Coralina, Ana Nery, Clementina de Jesus, e a heroica escrava Anastácia, são apenas alguns exemplos da força que move a mulher. E no dia 8 de março teremos o prazer de, mais uma vez, comemorarmos o seu dia.

Ao longo dos anos, a sociedade presenciou muitas vitórias das mulheres. Conquistaram direito de frequentar escolas, de votar, se candidatar a cargos políticos, praticar esportes e representar o País em competições esportivas. Também foram criadas delegacias de proteção à mulher e campanhas direcionadas à saúde da mulher, bem como a Lei Maria da Penha.

Foi em 1975, que a ONU oficializou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. A fixação da data é o reconhecimento de um longo processo de lutas, organização e conscientização das mulheres. “Ser mulher é uma benção de Deus. Agradeço por ter nascido mulher, negra, pobre, e, agora ser mãe e avó. Agora sou uma enfermeira aposentada, viúva, mas concordo que a mulher não é sexo frágil e merece mais respeito em todos os dias do ano”, afirma a aposentada Camilda da Costa, aposentada e moradora de Santa Teresa.

As mulheres provam que, de sexo frágil não têm nada. Ganharam espaço na educação, em cargos profissionais, e políticos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), entre as 826.928 pessoas que concluíram o ensino superior em instituições brasileiras, 59% eram do sexo feminino.

Hoje o Brasil tem mais mulheres que homens. Elas ocupam cada vez mais o mercado de trabalho. Apesar disso, elas ainda buscam afirmação em alguns seguimentos da sociedade.

Para a coordenadora da Frente de Defesa dos Direitos da Mulher, a deputada Inês Pandeló (PT), após oito décadas da conquista das brasileiras ao direito de votar e ser votada, ainda é muito pequena a participação da mulher na política. "Após décadas ainda estamos pouco representas nos parlamentos e nos cargos executivos”, afirma Pandeló.

O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países. Mas, tudo tem seu preço. Os deveres, obrigações, responsabilidades, estresse, aumentaram para as mulheres. E as doenças também. Os cuidados preventivos são a melhor forma de manter a saúde em dia. Com isso, cada vez mais mulheres tem problemas cardíacos.

Ajuda muito se cada um der visibilidade às mulheres invisíveis: as negras, pobres, brancas, asiáticas, índias, as gordas, as lésbicas, as trans, as idosas e as mulheres de periferia, por exemplo. Diga não à violência! Denuncie!.

Delegacia de atendimento à mulher:

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Centro - Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, nº 12 - Bairro: Centro - Referência: Perto da Praça Tiradentes
Município: Rio de Janeiro
Telefone: (21)2332-9994 FAX
E-mail: csrosa@pcivil.rj.gov.br


S.O.S mulheres: 0800 - 2820119